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O Plano Real de estabilização ensejou grandes transformações no setor financeiro e abriu espaço para o desenvolvimento de formas alternativas de aplicações de recursos. Os fundos caracterizados como renda variável e multimercado têm sido retratados em vários estudos acadêmicos, mas persiste uma carência em relação aos Fundos de Investimento Imobiliário (FII), que são lastreados em ativos da construção civil. Este artigo objetiva sanar em parte esta lacuna e analisar o desempenho dos FII cotados na Bovespa (B3), em um período de retração econômica. De acordo com a teoria de finanças foram empregados os Índices de Sharpe, Sortino e Alfa de Jensen para selecionar os fundos eficientes. Constatou-se que poucos fundos conseguiram superar o benchmark de mercado no período de agosto de 2013 a setembro de 2016. Adicionalmente, empregou-se a Análise Envoltória de Dados (DEA) agregando outras variáveis, além do risco e retorno, para retratar a eficiência relativa dos FII. Esta abordagem permitiu verificar a eficiência individual de cada fundo e a piora de desempenho dos FII no período analisado. Os resultados obtidos com o emprego dos vários modelos sinalizam diferentes possibilidades de análise e podem contribuir para a tomada de decisão por parte dos gestores e investidores dessa indústria.
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