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Há opiniões não consensuais acerca da real responsabilidade social das empresas. Enquanto alguns autores acreditam na interdependência econômica e social, outros consideram como ineficiência econômica atividades empresariais que se posicionem além de obrigações trabalhistas, tributárias e prestação adequada de serviços. O objetivo deste estudo foi analisar como a adoção de práticas empresariais sustentáveis afeta a percepção de risco do investidor brasileiro. Através do modelo CAPM foi estimado o custo de capital próprio anual para uma amostra de 112 empresas brasileiras de capital aberto, de 2005 a 2013. Com o auxílio de modelos de regressão linear com dados dispostos em painel, comparou-se o custo de capital próprio de empresas pertencentes ao Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) com o de empresas que nunca o contemplaram. Os resultados sugerem que investidores avaliam positivamente empresas que adotam práticas sustentáveis em sua operação, fato que se reflete em menor risco (beta) e custo de capital para estas firmas no país. Os achados suportam estudos prévios, em sua maioria realizados em outros países, que identificaram empresas que possuem práticas sustentáveis como menos propensas ao risco e beneficiadas por um menor custo de capital, comparadas às demais.
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