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A incerteza e a elevada competição induzem as empresas a adotarem abordagens dinâmicas para obter vantagem competitiva. Entre essas abordagens, uma das mais disseminadas no meio empresarial é o Business Model Canvas. Seus autores advogam que ele contém elementos que lhe conferem dinamismo, sendo adequado ao cenário de mudanças. Contudo, será mesmo o Canvas dinâmico? Este trabalho contraria a abordagem mais frequente, argumentando que o Canvas é estático, sendo incapaz de oferecer uma lógica de negócio para criar valor e gerar vantagem sustentável. Isso ocorre porque o Canvas tem inconsistências entre o quadro conceitual e sua aplicação. Consequentemente, os mecanismos de captura e transformação de informações externas ao negócio não são incorporados ao Canvas, tornando-se inócuos para fomentar as capacidades dinâmicas. Além disso, a conexão e a interdependência entre os componentes do Canvas são estáticas, não havendo parâmetros e indicadores para a proposta de recursividade e avaliação do modelo.
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