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O setor de energia vem enfrentando grandes turbulências, que se agravaram com a promulgação da Lei 12 783/2013 Este estudo teve por objetivo avaliar o desempenho recente do setor e verificar as consequências da interferência governamental na sustentabilidade econômica das organizações É baseado em uma amostra composta de seis importantes empresas do setor Os dados abrangem os anos de 2009-13, sendo desconsiderado o ano de 2014, em face da severa crise hídrica que exerceu, também, grandes impactos negativos no setor Adotou-se a abordagem do valor econômico adicionado (EVA), sendo estimados o retorno sobre o capital investido e o custo de oportunidade de capital A empresa que se saiu melhor foi a CEMIG, que não renovou todos seus contratos de concessão para o modelo decorrente da referida Lei e se beneficiou da negociação de fornecimento no mercado livre As demais destruíram valor em todos os anos analisados, ou em alguns deles O estudo investigou, também, uma possível relação existente entre a geração de valor e os retornos propiciados aos seus acionistas De um lado, não foi evidenciada uma relação positiva entre estas variáveis, mas de outro, foi detectado que as empresas com relação market-to-capital mais elevada, conseguiram atender melhor as expectativas.
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